Amigos e fiéis seguidores. O Stratomaster Guitar Freak tem o prazer de informar a aquisição de um corpo novo de guitarra, para o chamado projeto Jaguar/Jazzmaster.
Pra quem não sabe, a Fender Jazzmaster e a Fender jaguar são guitarras com o mesmo corpo, porém com configurações completamente diferentes.
A Jazzmaster, que de jazz não tem nada, era usada pelas bandas de Surf Music dos anos 60. Com um braço com escala de 25,5, como as stratos e teles e 2 captadores SoapBar, foi uma guitarra não muito popular, e nunca conseguiu chegar aos pés das Telecasters e principalmente das Stratocasters, falando de venda. A verdade é que ela era uma guitarra sem muito sustain e pouco versátil, muito usada para surfmusic e só. Lançada em 1958, deu origem à sua prima mais nova, a Fender Jaguar.
Com o mesmo corpo, mas uma escala um pouco mais curta (24') e alguns apetrechos a mais, que incluem controle de abafamento das cordas na ponte, 2 single-coils remodelados e mais alguns controles eletrônicos, além de um escudo menor com detalhes cromados, a Jaguar acabou fazendo mais sucesso do que a Jazzmaster. Em 1964, quando foi lançada, a guitarra tal qual sua prima mais velha, não vingou, mas no início dos anos 90 este modelo virou um ícone da geração grunge. Com Kurt Cobain empunhando sua Fender Jaguar desafinada, todo mundo foi atrás daquele timbre e a guitarra virou moda, ganhando um pequeno espaço no mercado, a qual tem até hoje, embora não se veja muitas delas aqui pelas terras brasilis.
A grande questão, meus amigos, é: O que fazer, quais captadores, qual tipo de braço, e qual tipo de ponte, visto que a Fender lançou recentemente o modelo Jaguar HH, que parece bem bacana, por ter 2 humbuckers e uma ponte tipo tune-o-matic, o mesmo tipo de ponte usada nas Les Pauls e SGs, e que tem bem mais sustain que a ponte original da Jazzmaster/Jaguar. Abaixo a Jaguar HH.
Como não vou escolher sozinho, aguardo suas opiniões a respeito dos detalhes.
A propósito, minha vontade atual é fazer uma guitarra parecida com a guitarra acima. Isso vai depender de quanto vai custar a parte elétrica da guitarra, pois os pots e outros circuitos são diferentes das guitarras tradicionais e ainda não sei como e quanto custa para obte-los. O braço seria de 25,5', que é bem mais fácil de arrumar.
A ponte eu acho que vou com a da HH, pelos motivos explicados acima e a princípio vou colocar 2 humbuckers poderosos na bichinha.
Até porque Surf Music é o caralho......
abs
Stratomaster Guitar Freak
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
projeto 6 - o que vem por aí
O projeto 6 é a chamada Frankenstrat.
Por enquanto temos um corpo Fender ST-62F japonês de Basswood. Esse corpo sofreu uma rachadura no pivô de onde estava a Floyd Rose e tive que desativa-lo da guitarra anterior e arrumar outro.
Fui numa madeireira e consegui que enchessem os espaços vazios da ponte com madeira sólida(marupá) e ele terá agora uma ponte fixa(sem tremolo), chamada pelo gringos de Hardtail.
O braço claro é maple/maple. Ex-pretinha.
Os captadores e o resto dos componentes ainda estão em fase de estudo.
A dúvida é se ela fica "no estado", depois de lixada ela ficou com uma aparência bem maneira. Totalmente Road Worn. O lance é que a madeira da cavidade é maios clara e fica aparecendo, o que fica meio tosco. Mas Frankenstrat é isso aí. Se não for tosco não tem graça.
Se for dessa forma vou passar só o verniz pra não apodrecer a madeira.
A outra opção seria pinta-la, mas com isso teria o riso de ficar uma merda e depois ter que lixa-la de novo....
Veremos.
Abaixo fiz uma "maquete" dela com algumas peças disponíveis e knobs de amplificador.
abs
Por enquanto temos um corpo Fender ST-62F japonês de Basswood. Esse corpo sofreu uma rachadura no pivô de onde estava a Floyd Rose e tive que desativa-lo da guitarra anterior e arrumar outro.
Fui numa madeireira e consegui que enchessem os espaços vazios da ponte com madeira sólida(marupá) e ele terá agora uma ponte fixa(sem tremolo), chamada pelo gringos de Hardtail.
O braço claro é maple/maple. Ex-pretinha.
Os captadores e o resto dos componentes ainda estão em fase de estudo.
A dúvida é se ela fica "no estado", depois de lixada ela ficou com uma aparência bem maneira. Totalmente Road Worn. O lance é que a madeira da cavidade é maios clara e fica aparecendo, o que fica meio tosco. Mas Frankenstrat é isso aí. Se não for tosco não tem graça.
Se for dessa forma vou passar só o verniz pra não apodrecer a madeira.
A outra opção seria pinta-la, mas com isso teria o riso de ficar uma merda e depois ter que lixa-la de novo....
Veremos.
Abaixo fiz uma "maquete" dela com algumas peças disponíveis e knobs de amplificador.
abs
terça-feira, 14 de junho de 2011
Le Baton Rouge Upgraded
Como não poderia deixar de ser, uma guitarra budget é meio passo andado para uma guitarra boa.
Pedrão era feliz com sua Baton Rouge, do jeito que ela era, mas foi ficando um pouco menos feliz quando vinha aqui em casa e ia tocando nas suas primas mais ricas.
O motivo?
Seus captadores XingLing não tinham o punch dos humbuckers nem o estalo vintage dos singles.
Resultado:
Adquirimos um escudo munido de 2 Dimarzio DP-116 e 117 e um Seymour Duncan Dual Blade e novos potenciometros e Switch.
O Seymour ele não quis pra manter o timbre uniforme, escolha justa. Enquanto isso ele está conectado na Fender Pretinha, enquanto aguarda o desfecho do projeto nº 6, que já tem o nome provisório de Frankenstrat, e deve estar pronto dentro de 1 mês.
Troquei tudo e a Baton Rouge se transformou, agora tira onda de vintage strat com seus Dimarzios.
Promessa: A cada post completo sobre as paredes de guitarra gravaremos seus timbres e colocarei aqui o resultado.
abs
Pedrão era feliz com sua Baton Rouge, do jeito que ela era, mas foi ficando um pouco menos feliz quando vinha aqui em casa e ia tocando nas suas primas mais ricas.
O motivo?
Seus captadores XingLing não tinham o punch dos humbuckers nem o estalo vintage dos singles.
Resultado:
Adquirimos um escudo munido de 2 Dimarzio DP-116 e 117 e um Seymour Duncan Dual Blade e novos potenciometros e Switch.
O Seymour ele não quis pra manter o timbre uniforme, escolha justa. Enquanto isso ele está conectado na Fender Pretinha, enquanto aguarda o desfecho do projeto nº 6, que já tem o nome provisório de Frankenstrat, e deve estar pronto dentro de 1 mês.
Troquei tudo e a Baton Rouge se transformou, agora tira onda de vintage strat com seus Dimarzios.
Promessa: A cada post completo sobre as paredes de guitarra gravaremos seus timbres e colocarei aqui o resultado.
abs
Ahh Branquinha ! part 1
Essa é uma típica história de amor com trocas, separações, idas e vindas, e um final feliz....
Estávamos lá pros idos de 91/92 e minhas aspirações de tocar guitarra estavam novamente afloradas. Não queria mais saber do baixo Washburn que eu tinha, e brigava com o Celso pra tocar a bela Squier vermelha do Nando. Um dia, o Celso me liga de me dá uma grande notícia. - "Tem um camarada aí que tá querendo trocar a guitarra dele num baixo, pau a pau, tá a fim?"
Aí eu pergunto pra ele: - é boa?
- Não sei, deixa eu ver. Nuno, que guitarra é?
- Fender!
- Fender? Ele quer trocar pau a pau?
- sim !
Eu pensei: porra, demoro....
-Tô te buscando aí, vamos lá agora!
E fui lá, meio desconfiado, ver do que se tratava.
Ao chegar me deparei com uma Fender Stratocaster Made in Japan, com ponte Kahler de microafinação, com 2 singles e um humbucker na ponte. Guitarra linda. Na minha pouca vivência com guitarras, nunca tinha visto uma daquela cor, Vintage White. Aquele branco meio sujo, com escudo preto e braço de maple/rosewood bem escuro eram um combinação irada. Tipo uma versão em negativo das preta com escudo branco tradicionais.
Aquilo era totalmente acima das minhas expectativas.
Fiquei imaginando como alguem pode querer trocar pau a pau aquela guitarra irada num baixo Washburn (que é bom sim, mas afinal estamos falando de uma Fender Stratocaster, ora bolas...)
Fui pra casa e me enrolei todo pra trocar as cordas. Fui aprendendo na porrada. Demorei uma semana pra conseguir afinar, mas não tava nem aí. Dormia olhando pra ela do lado da minha cama, namorando a menina como se ela tivesse uma varinha de condão que me fizesse finalmente ser um grande guitarrista. Afinal, pra ser um guitarrista que se preze o cara tem que ter ou uma Fender ou uma Gibson, ora bolas....
Depois de um tempo levei ela no Toni, um luthier que tinha feito milagre em outras guitarras de amigos. Perguntei pra ele se era boa e ele respondeu que era excelente. Perguntei de novo pra ter certeza e ele repetiu. Fiquei matutando novamente aquela situação. Na minha cabeça era como se eu tivesse trocado minha bicicleta pau a pau numa moto.
Ao buscar a menina a grande surpresa. A mágica dela aconteceu. A bichinha voltou macia igual manteiga e eu de uma hora pra outra tocava como se tivesse tido aulas por meses.
Era o milagre !
Após alguns anos fui morar no EUA e ela permaneceu me esperando no seu case dentro do armário....
To be continued.....
A foto acima é bem mais nova do que o conto. Em breve novo post. Estou organizando as fotos por causa da troca de cpu.
abs
Estávamos lá pros idos de 91/92 e minhas aspirações de tocar guitarra estavam novamente afloradas. Não queria mais saber do baixo Washburn que eu tinha, e brigava com o Celso pra tocar a bela Squier vermelha do Nando. Um dia, o Celso me liga de me dá uma grande notícia. - "Tem um camarada aí que tá querendo trocar a guitarra dele num baixo, pau a pau, tá a fim?"
Aí eu pergunto pra ele: - é boa?
- Não sei, deixa eu ver. Nuno, que guitarra é?
- Fender!
- Fender? Ele quer trocar pau a pau?
- sim !
Eu pensei: porra, demoro....
-Tô te buscando aí, vamos lá agora!
E fui lá, meio desconfiado, ver do que se tratava.
Ao chegar me deparei com uma Fender Stratocaster Made in Japan, com ponte Kahler de microafinação, com 2 singles e um humbucker na ponte. Guitarra linda. Na minha pouca vivência com guitarras, nunca tinha visto uma daquela cor, Vintage White. Aquele branco meio sujo, com escudo preto e braço de maple/rosewood bem escuro eram um combinação irada. Tipo uma versão em negativo das preta com escudo branco tradicionais.
Aquilo era totalmente acima das minhas expectativas.
Fiquei imaginando como alguem pode querer trocar pau a pau aquela guitarra irada num baixo Washburn (que é bom sim, mas afinal estamos falando de uma Fender Stratocaster, ora bolas...)
Fui pra casa e me enrolei todo pra trocar as cordas. Fui aprendendo na porrada. Demorei uma semana pra conseguir afinar, mas não tava nem aí. Dormia olhando pra ela do lado da minha cama, namorando a menina como se ela tivesse uma varinha de condão que me fizesse finalmente ser um grande guitarrista. Afinal, pra ser um guitarrista que se preze o cara tem que ter ou uma Fender ou uma Gibson, ora bolas....
Depois de um tempo levei ela no Toni, um luthier que tinha feito milagre em outras guitarras de amigos. Perguntei pra ele se era boa e ele respondeu que era excelente. Perguntei de novo pra ter certeza e ele repetiu. Fiquei matutando novamente aquela situação. Na minha cabeça era como se eu tivesse trocado minha bicicleta pau a pau numa moto.
Ao buscar a menina a grande surpresa. A mágica dela aconteceu. A bichinha voltou macia igual manteiga e eu de uma hora pra outra tocava como se tivesse tido aulas por meses.
Era o milagre !
Após alguns anos fui morar no EUA e ela permaneceu me esperando no seu case dentro do armário....
To be continued.....
A foto acima é bem mais nova do que o conto. Em breve novo post. Estou organizando as fotos por causa da troca de cpu.
abs
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A parede de Stratos
4 nenéns, 4 histórias diferentes. Enquanto a fábrica está de férias, tirei uma foto da parede onde "residem" 4 das 5 stratos montadas aqui em casa.
Como a guitarra do Pedrão já virou post, tô com um pouco de preguiça e na dúvida sobre qual das outras merecem o próximo post. Já selecionei fotos e tudo.
Então, como alguns amigos elogiaram o blog, e apenas 3 deles se inscreveram. Vou tentar aumentar um pouco a popularidade disso aqui, deixando a galera escolher qual das guitarras da foto merece o próximo post.
Portanto, até 4ª feira dia 13/04 vou contar os votos. Deixem suas msgs!
abs
quinta-feira, 17 de março de 2011
Le Baton Rouge
Pedrão é uma bróder camarada, daqueles que arranham um The Clash misturado com Surf Music cervejado.
Quando comecei com essa "stratomania", Pedrão chegava aqui em casa com uma latinhas de Itaipava e volta e meia palhetava um Agent Orange nas guitarras disponíveis.
Eu olhava a cara do rapaz, e via um brilho de strateiro nos seus olhos. Aí pensei comigo: "Po, to juntando tanta peça de guitarra aqui, que um dia desses vou acabar tendo que montar mais uma guitarra... VOU MONTAR UMA PRO PEDRÃO !!!"
Juntei as peças: Um braço "China in Box", autêntico ChingLing com headstock anos 70.
Um jogo de captadores que tinham vindo de brinde no corpo da minha vermelhinha (Red Special, post em breve) e começamos a monta-la no corpo da minha velha Fender Japonesa, guardada devido a uma rachadura no pivô da Floyd Rose, além de uma ponte Floyd que arrumei. Raspamos o escudo com uma lixa na ponta da furadeira e ficou horroroso. Pior foram as manchas vermelhas, tipo "batom na cueca"por causa da tinta da caneta que eu tinha usado pra marcar o corte que teríamos que fazer pra alargar o escudo pra caber na Floyd. A idéia era fixar a ponte pra que o pivo não cedesse mais. Bom, foi uma pena, mas a rachadura no corpo aumentou, e os restos mortais da japinha viraram decoração na parede da garagem.....
Como a idéia já tinha começado e faltava apenas uma peça, fui fuçar no ebay e achei um corpinho de Fender Mexicana 2003, que tava com um teco por causa de uma queda e por isso estava uma pechincha. E o melhor, ele era vermelho fosco, do mesmo tipo "batom na cueca" que já era o apelido da bichinha antes mesmo de nascer. Mandei vir e avisei pro Pedrão. A guitarra vai ser uma Baton Rouge Road Worn.
Chegou tudo beleza, a receita não taxou e acabou saindo bem em conta. Começou a soldaria, montamos a bichinha e som na caixa. Quando fui regular, começou o drama.
Os trastes do China in Box eram ridiculamente desnivelados e aranhados e o acesso àquelas casas depois do 12º traste eram uma verdadeira façanha. Um dos trastes pegava todas as notas das casas anteriores. Além disso a bichinha ficou dura igual um machado.
Mas como o Pedrão não ligava muito pras casas lá de cima. Pegou a "Baton Rouge" mesmo assim foi feliz da vida mostrar pro vizinho roqueiro......até vir aqui em casa umas semanas depois, tocar nas outras guitarras, e reparar que aquele braço China in Box, acrescido de cordas arame farpado eram realmente uma desgraça.
Nisso eu já tinha me adiantado. Percebendo que daquele mato ali não sairia nem um viralex, chamei um braço de squier no ebay, dessa vez escuro.
Aliás, os braços de squier são muito bem acabados, e tem um custo MUITO mais baixo que os fender ou licenciados.
Era a chave pra terminar a Frankenstrat budget em grande estilo.
O braço veio zerado, e mais uma vez demos sorte na receita. NO TAXES.
Raspei o logo e pra minha surpresa ele coube como uma luva.
Regulei e pimba. Um chuchuzinho!
Amanhã ele vem aqui com um saquinho de Itaipava e vai se amarrar.
Baton Rouge Road Worn finally comes to life.
Sabado à noite receberei um SMS: "Obrigado Leo Fender"
abs
terça-feira, 1 de março de 2011
PAIXÃO A PRIMEIRA VISTA
Tudo começou com uma dessas Squier dos anos 80.
No fim daquela década, resolvi que queria aprender a tocar guitarra. Meu pai, como 99% dos pais me disse que quem quer tocar guitarra, tem que começar pelo violão.
Como tinhamos 2 Di Giorgios em casa, e eu já tinha tentando, mas não via a minima graça naquilo, mesmo pq nenhum dos meus heróis da época, usavam os "infames" violões, consegui depois de algum tempo convencer meu pai de que "quem quer tocar guitarra tem que começar com guitarra mesmo", consegui no jornal balcão, um exemplar, exatamente igual a este acima. Uma Squier Bullet preta. Com o plug frontal no lugar de um dos tones, e os captadores sem aquelas bolinhas tradicionais das stratos. Mas por ora tava bom.
Por alguns meses tive aulas, mas lembro que ia na casa de um amigo, o mesmo que tinha me dito pra eu comprar uma Squier pq "era da Fender", e eu achava a dele bem melhor que a minha. A diferença é que a dele, que era realmente melhor, era uma Squier Stratocaster, de modelo top das Squier, enquanto a minha Bullet era a baratinha, e ele tinha uma meia dúzia de pedais Boss e um amplificador Marshall. Ahh, e ele sabia tocar.
Logo, eu precisava de pedais tb. Afinal, qualquer guitarrista que se preze tinha uma penca de pedais, e guitarra sem pedal já viu. Não sai som nenhum......
Aprender a tocar que é bom, hehehe, só quando tiver um pedal de distorção.....
abs
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